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A indústria está bem posicionada para retomar a produção depois de reequilibrar estoques nos últimos meses. A frase, de confiança na capacidade da indústria brasileira de voltar a crescer, consta da apresentação que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, fez há dois dias durante evento nos Estados Unidos. É uma visão bem distinta da do Ministério da Fazenda, que vê cenário de terra arrasada, o que tem levado o governo a adotar um sem-número de medidas para estimular o setor industrial.

É certo que a indústria está pressionada pelo ambiente internacional adverso, que, por causa da desaceleração das economias avançadas, criou uma superoferta de produtos manufaturados em escala global. É bem provável, entretanto, que o principal problema esteja, mais do que na taxa de câmbio e na competição dos importados, no grau de confiança dos empresários.

Na crise de 2008, a produção industrial, assim como toda a economia, foi pega de surpresa. Naquele momento, o Produto Interno Bruto (PIB) crescia a mais de 6% ao ano, liderado pelos investimentos das empresas - no terceiro trimestre de 2008, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que reflete os gastos com máquinas e equipamentos, avançara quase 20%.

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